Weatherometer – Envelhecimento acelerado

Weatherometer (ou Weather-Ometer ), como é conhecido o equipamento, simula condições ambientais (sol e chuva) acelerando o envelhecimento do material.

O ensaio de Envelhecimento Acelerado ou Ensaio de Intemperismo é um dos mais requisitados por diversas indústrias, em especial, automotiva e construção civil.

Este ensaio é realizado no Weatherometer (ou Weather-Ometer) e é baseado na simulação, através de ciclos, da incidência dos raios UV-A e UV-B emitidos pelo sol e da ação da chuva nas peças poliméricas. Assim como a maioria dos ensaios, este é realizado de acordo com normas específicas ou através da determinação das condições pelo cliente. A Afinko atende as seguintes normas:

  • ASTM G 151;
  • ASTM G 155;
  • ASTM G26;
  • ISO 4892-1;
  • ISO 4892-2;
  • ISO 11341;
  • ISO 105-B04 (B10);
  • AATCC TM169;
  • SAE J2019;
  • SAE J2212;
  • VDA 75 202;
  • JASO M 346;
  • Dentre outras.
Weatherometer da Afinko Soluções em Polímeros

Figura: Weatherometer da Afinko Soluções em Polímeros

Por que realizar o ensaio de envelhecimento acelerado?

Como dito anteriormente, este ensaio é utilizado para avaliar a resistência e durabilidade de uma peça polimérica submetida a intempéries.

A exposição ao sol causa efeitos destrutivos aos polímeros devido ao fato dos raios UV serem responsáveis pela fotodegradação. Mesmo com aditivos anti-UV, a exposição à longo prazo irá consumir o aditivo e assim iniciar-se-á a degradação do material. Somado a isso, a presença da umidade causada pela chuva é um fator que potencializa a ação dos raios UV.

Nós falamos sobre degradação neste texto aqui: https://afinkopolimeros.com.br/degradacao-dos-plasticos/

O que se obtém deste ensaio?

O resultado do ensaio de envelhecimento acelerado é a avaliação dos efeitos destrutivos da ação das intempéries nas propriedades dos materiais em análise. Como exemplo tem-se a alteração na cor, no brilho, na transparência ou nas propriedades mecânicas do material. Além disso, a ação das intempéries pode causar alterações na aparência das peças, como o surgimento de trincas e/ou bolhas, dentre outros.

 

A Afinko realiza o ensaio de envelhecimento acelerado, ou ensaio de intemperismo, em peças poliméricas de qualquer seguimento da indústria.

Caso tenha interesse em realizar o trabalho conosco, entre em contato: https://afinkopolimeros.com.br/contato

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A Importância da Lavagem de Recicláveis

Recicláveis: Lavar ou não lavar?

Segundo dados do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês) o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. Entretanto também é um dos que menos recicla: apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas.

Políticas e campanhas de educação e conscientização sobre a reciclagem ainda estão engatinhando no Brasil. Com isso, muitas pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre a reciclagem e o que fazer com os recicláveis. Neste texto vamos abordar sobre lavar ou não os recicláveis.

Argumentos CONTRA a lavagem

Ao analisar o processo de reciclagem por completo, podemos observar que há a etapa de lavagem. Nesta etapa é utilizada água de reuso. Esta água, depois de utilizada, é tratada e incorporada novamente ao processo. Fazendo com que seja evitado qualquer desperdício. Nesse tratamento, alguns materiais são derretidos e outros são moídos, transformando-se em pequenos flocos. Assim, qualquer resíduo de alimento que possa existir é eliminado durante o processo.

Cadeia da Reciclagem - Fonte recicla_plastico

Figura: Cadeia da Reciclagem – Fonte Recicla Plástico

Argumentos a FAVOR da lavagem

Ainda pensando em todo o processo de reciclagem, devemos lembrar que os materiais recicláveis demorarão entre 1 semana a alguns meses para serem inseridos no processo de lavagem. Este tempo é suficiente para dar origem a vetores de doenças como ratos, baratas, moscas e mosquitos nas cooperativas e nos meios de transporte desse lixo.

Somado a isso, alguns materiais podem ter desconto de até 70% no seu valor de venda pela sujidade.

Vale lembrar que as cooperativas não fazem a lavagem do material. Elas coletam, triam, prensam e vendem. Grande parte deste processo é totalmente manual.

A própria China, que era um dos maiores compradores de lixo do mundo, chegou a recusar a compra quando os fardos de plástico estavam sujos demais, como é mencionado na reportagem do G1.

Afinal, lavar ou não os recicláveis?

Não é necessário lavar os recicláveis como lavamos a nossa louça. A orientação é remover o excesso de alimentos utilizando um pano ou um rápido enxague.

A Afinko Soluções em Polímeros possui projetos na área de reciclagem e reutilização de materiais plásticos. Caso tenha interesse em conhecer mais sobre nossos projetos entre em contato conosco: https://afinkopolimeros.com.br/contato

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Polêmica: Plásticos Oxibiodegradáveis são biodegradáveis?

Os plásticos Oxibiodegradáveis chamam atenção por terem a fama de se degradarem com 18 meses de uso.

Nós falamos sobre plásticos verdes, biopolímeros, bioplásticos, polímeros biodegradáveis e biobasedos aqui. Entretanto, neste texto não falamos sobre os plásticos Oxibiodegradáveis. Assim, fica a pergunta: eles são realmente biodegradáveis? Confira abaixo!

Entenda a diferença entre eles

Os polímeros biodegradáveis são aqueles que podem ser degradados pela ação do ambiente. Ou seja, aqueles que sofrem a degradação com a ação do sol, vento, chuva, acidez do solo, micro-organismos, etc. Explicamos mais profundamente sobre eles neste texto aqui.

— Não lembra o que é polímero?! Não se desespere! Temos este texto aqui pra você: O que são polímeros?

Já os Oxibiodegradáveis são aqueles que se fragmentam em partes minúsculas, mas não se decompõem. Eles recebem aditivos em sua composição que aceleram o processo de fragmentação, mas que permitem que eles não sofram até seis meses. Assim, por não atenderem as normas internacionais de biodegradação, não são considerados materiais biodegradáveis.

Comparativamente, um plástico biodegradável pode demorar anos para ser degradado por completo. Já o oxibiodegradável, segundo os fabricantes, é em torno de 18 meses dependendo do ambiente em que é descartado.

Oxibiodegradável - Fonte: Recicloteca

Figura: Plástico oxibiodegradável – Fonte: Recicloteca.

A polêmica

A principal questão neste tema é a dúvida: Afinal os plásticos Oxibiodegradáveis são, ou não, biodegradáveis?

A resposta é: NÃO.

Este tipo de plástico não é biodegradável. Isso porque o que acontece é que ele se divide nas partes minúsculas e estas acabam por ser levadas pelo vento, água, comida erroneamente por animais e etc.

Universidades como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizaram pesquisas sobre estes plásticos. Você pode encontrá-las aqui:

Por sua vez, para a ABIPLAST a biodegradação não é contemplada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Dessa forma, a biodegradabilidade (tanto do oxibiodegradável quanto do biodegradável) só faz sentido ser realizada em biodigestores anaeróbicos ou plantas de compostagem. Portanto, para eles, a solução mais eficaz para o tratamento de resíduos plásticos é através de programas de coleta seletiva.

Em 2016, a ABIPLAST ofereceu um documento em que responde perguntas. Nele há questionamentos sobre oxibiodegradáveis e biodegradáveis. Abaixo algumas peguntas deste documento que pode ser lido integralmente neste link: http://file.abiplast.org.br/download/2016/perguntas_e_respostas_sacolas_pl%C3%A1sticas_web.pdf

Oxibiodegradável - Perguntas e Respostas ABIPLAST

Figura: Algumas perguntas sobre plásticos oxibiodegradáveis – Perguntas e Respostas ABIPLAST 2016.

 

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O que é a Nova Economia dos Plásticos?

Mais de 70% do plástico produzido no mundo todo é depositado em aterros ou lançado em cursos d’água.

A todo momento estamos rodeados por peças plásticas. Em embalagens, nos carros, nos eletrodomésticos, nos revestimentos de móveis, enfim…

Entretanto, segundo estudos da Fundação Ellen MacArthur, apenas 14% de todo o plástico utilizado é reciclado. Isso significa que 80 a 120 bilhões de dólares são jogados fora após uma única utilização.

O mesmo estudo mostra que até 2050, existirá, em peso, mais plásticos do que peixes no oceano.

Figura: Infográfico que demonstra a previsão do consumo de plástico para 2050. Fonte: New Plastics Economy
Figura: Infográfico que demonstra a previsão do consumo de plástico para 2050. Fonte: New Plastics Economy

Nova Economia dos Plásticos veio para mudar isso!

Baseado na economia circular, a Fundação reuniu grandes interessados em repensar e redesenhar o futuro dos plásticos, criando a Nova Economia dos Plásticos (New Plastics Economy), cuja proposta é que nenhum plástico seja desperdiçado e se torne poluente. Para isso, três ações são necessárias para criar uma economia circular para o plástico. São elas:

  1. Eliminar todos os itens de plástico problemáticos e desnecessários.
  2. Inovar para garantir que os plásticos que precisamos são reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis.
  3. Circular todos os itens de plástico que usamos para mantê-los na economia e fora do ambiente.

O primeiro ponto abordado é a necessidade de um redesenho das embalagens plásticas existentes no mercado. O principal objetivo é torna-las reutilizáveis ou recicláveis. Por exemplo, no caso de embalagens multicamadas, 13% delas possuem materiais diferentes que dificultam sua reciclagem.

Figura: Infográfico que demonstra a atual economia linear do plástico. Fonte: New Plastics Economy.
Figura: Infográfico que demonstra a atual economia linear do plástico. Fonte: New Plastics Economy.
Figura: Infográfico que demonstra a economia circular proposta para o plástico. Fonte: New Plastics Economy.
Figura: Infográfico que demonstra a economia circular proposta para o plástico. Fonte: New Plastics Economy.

Quem topou?

Em outubro de 2018, a Nova Economia de Plásticos lançou, juntamente com a ONU, o Compromisso Global, que reúne mais de 250 organizações para enfrentar a crise dos resíduos de plásticos e da poluição através de um conjunto de metas. Porém, este grupo representa apenas 20% das empresas que utilizam embalagens plásticas – algumas delas são: Danone, grupo H&M, L’Óréal, Mars e Unilever.

Apesar do Brasil não estar entre os países adeptos ao Compromisso Global, empresas como Boomera, Coca-Cola FEMSA, Natura e POSITIV.A, são adeptas. Além disso, instituições como a Universidade de São Paulo e o Insper também aderiram. Entretanto, nosso país já possui a Lei 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (nós já falamos sobre ela aqui).

Tem algum produto que deseja repensar e redesenhar para melhorar o mundo?
Quer estudar a reciclabilidade do seu produto?
Entre em contato conosco!

A Afinko Soluções em Polímeros possui um time extremamente capacitado que pode lhe auxiliar.

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O que é um Polímero Auto-extinguível?

O triste episódio que aconteceu no CT do Flamengo este mês chocou o país.

Um dos assuntos que foram tratados nisso tudo, foi a questão do Poliuretano usado nos contêineres. Segundo a empresa fabricante dos contêineres, o material utilizado possui característica auto-extinguível. O que significa isso?

O que faz um polímero ser auto-extinguível?

Ser auto-extinguível é uma classificação determinada por norma, como a UL 94. Mas o que o faz ter essa classificação?

Isso acontece devido ao uso de aditivos.

Também conhecidos como modificadores de plásticos, os aditivos são substâncias adicionadas aos polímeros com o objetivo de melhorar alguma(s) propriedade(s), seja física, química ou elétrica, além de ter a capacidade de melhorar o processamento do mesmo. Em geral, são aplicados em pequenas quantidades (até 2%) antes da formação do pellet comercial.

E para que um polímero seja qualificado como auto-extinguível é utilizado um aditivo chamado: Retardante de Chamas.

Ensaio de Flamabilidade segundo a norma UL 94. Esquerda: PET; Direita: PMMA; Fonte: NUDECPlastic.

Como funciona o Retardante de Chamas?

Esse aditivo tem como objetivo RETARDAR ou, se possível, eliminar a propagação de chamas. Ele faz com que o material polimérico demore mais tempo para iniciar sua combustão, diminui a velocidade de queima e a emissão de fumaça.

Assim, o objetivo principal deste aditivo é SALVAR VIDAS.

Para que algo seja queimado é necessário combustível, oxigênio e chama. Sem oxigênio a queima não consegue se sustentar ou continuar. Assim, os retardantes de chama atuam através de dois mecanismos:

  • Remoção/Absorção do oxigênio do ar que envolve a chama;
  • Forma uma camada de material ao redor da chama para evitar o fluxo de calor.

Existem mais de 200 tipos de retardantes de chama, sendo que os elementos químicos mais comuns utilizados em sua composição sãobromo, cloro, fósforonitrogênio e hidróxidos metálicos.

Vale lembrar que alguns polímeros como o Policloreto de Vinila (PVC) é naturalmente um retardante de chamas, isso porque, durante sua queima, é produzido ácido clorídrico (HCl), água e gás carbônico. Dessa forma, ele utiliza ambos os mecanismos de retardamento. O cloro produzido reage com o oxigênio, removendo/absorvendo do redor da chama. O PVC incha formando uma camada que obstrui o fluxo de oxigênio.

Para poliuretano, o retardante mais utilizado são os baseados em fósforo. Seu funcionamento é diferente dos retardantes halogenados. Eles desidratam formando uma camada carbônica na superfície do material, impedindo que o fogo o atinja e que se forme a combustão.

No texto da próxima semana nós vamos explicar como é o Ensaio de Flamabilidade (ou Inflamabilidade) que determina se o polímero é ou não auto-extinguível.

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Sustentabilidade: A impressão 3D é sustentável?

Impressão 3D e sustentabilidade são assuntos extremamente atuais. A pergunta que fica é: a Impressão 3D é sustentável?

O que é uma manufatura sustentável?

A definição de manufatura sustentável é: aquela que cria produtos através de processos que minimizem os impactos negativos ao ambiente, além de conservar energia e recursos naturais. Também devem ser seguros para os funcionários, comunidades e consumidores, e economicamente viáveis.
Os processos de manufatura subtrativa, como a fresagem, removem grande quantidade de material de uma peça bruta para atingir o produto desejado, resultando num grande acúmulo de resíduos do material. Ao contrário, os processos de manufatura aditiva, em geral, fazem a adição do material necessário para produzir a peça desejada. Além disso, a maioria das matérias-primas podem ser recicladas ou reutilizadas. Dessa forma, este tipo de manufatura não desperdiça material.

Impressora 3D

Impressão 3D com quase zero desperdício de material.

Impacto sobre a Pegada de Carbono dos Produtos

A impressão 3D também pode contribuir para a redução da pegada de carbono dos produtos, de forma que será possível diminuir, ou até mesmo eliminar, fretes destes com o envio do projeto digital. Com este projeto, pode-se imprimir no local mais próximo de onde o produto é requerido. Assim, também é possível diminuir cadeias complexas de suprimentos com fornecedores espalhados pelo mundo todo e diminuir a produção em excesso, que consequentemente diminuiria o custo com armazenamento em estoque. Isso somente pode acontecer devido ao fato de que a curva de aprendizagem para se utilizar uma impressão 3D é relativamente pequena, de forma que não é necessário ter um especialista para obter sucesso e ser possível a produção rápida e sob demanda.
Devido ao fato de que é possível produzir peças complexas em impressoras 3D, também é possível desenvolver projetos com um menor número de componentes e de materiais utilizados. Com isso, a energia total do processos de produção do produto é reduzida. Além disso, o projetista pode criar estruturas internas com alívio de peso mantendo as propriedades. Por exemplo, criar treliças no interior, ao invés de um produto maciço, mantendo a resistência.

 

A Afinko Polímeros realiza ensaio em produtos impressos em 3D. Caso tenha interesse, entre em contato conosco por aqui.

 

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Nós recomendamos:
MANI, M.; LUONS, K. W.; GUPTA. S. K. Sustainability Characterization for additive Manufacturing. Journal of Research of the National Institute of Standards and Technology. Volume 119. 2014.
CAMPBELL, T.; WILLIAMS, C.; OLGA, I.; GARRET, B. Could 3D Printing Change The World? Strategic Foresight Report. Atlantic Council. Washington, 2011.
REDWOOD, B. Additive Manufacturing Process. 2017. Disponível em: https://www.3dhubs.com/knowledge-base/additive-manufacturing-process

Amarelou!! Entenda agora como ocorre a degradação.

Você já deve ter tido algum produto de plástico que amarelou, não?

É comum que produtos antigos feitos de plástico adquiram uma cor amarelada. Neste texto nós vamos te mostrar o por que isso ocorre.

Uma das principais características dos plásticos (polímeros) é a sua durabilidade. Em geral, eles podem durar muitos e muitos anos, chegando a mais de 200 anos até a completa degradação. E esse é um dos motivos deles serem tão úteis. Ainda por isso que devemos nos atentar ao descarte correto e buscar a reciclagem, para evitar que os plásticos fiquem pelos aterros sanitários, rios e mares.

Brinquedo sofreu degradação está amarelado e outro na sua cor original

Figura: Brinquedo amarelado e outro na sua cor original.

O que acontece para ele amarelar?

Apesar da sua longevidade, o plástico não é perfeito. Com o tempo ele pode mudar de cor, tornar-se quebradiço, empenar, dentre outros fatores. Quando esses efeitos ocorrem, podemos observar nitidamente que houve degradação na estrutura do polímero. Essa alteração faz com que o comportamento do plástico mude, de forma que ele perde sua função inicial como produto devido a não possibilidade de se prever a falha.

Falamos um pouco sobre análise de falhas aqui.

A degradação é qualquer reação química destrutiva dos polímeros, causando uma modificação irreversível nas propriedades. Ela pode ser causada por agentes físicos e/ou químicos, e por um ou mais agentes. São exemplos de agentes: exposição à luz visível, temperaturas extremas, umidade ou exposição a solventes.

A exposição aos raios UV é um dos principais motivos para a degradação e para o amarelecimento. Ela pode fazer com que os plásticos mudem de cor, rachem, quebrem ou até derretam. Em geral, essa exposição causa uma degradação de nível superficial, ocorrendo a cisão da cadeia principal do polímero. Isso faz com que possam ser formadas ligações cruzadas, a substituição ou eliminação de grupos laterais e até mesmo a reação entre eles.

Dependendo do problema e do uso pretendido do polímero, o fabricante pode adicionar aditivos. Estes são materiais adicionados como componentes auxiliares dos polímeros. A inclusão de aditivos nas formulações, ou composições, visa alguns fatores como abaixar o custo, modificar e/ou melhorar diversas propriedades, facilitar o processamento, colorir, etc. Dentre as propriedades a serem melhoradas está a degradação. Os aditivos podem dificultar a ação dos agentes físicos e/ou químicos, tornando o produto polimérico mais resistente a eles. Em geral, todos os polímeros recebem aditivos, sendo os principais os antioxidantes e auxiliadores de processamento.

É preciso esperar amarelar para saber que houve degradação?

A resposta para essa pergunta é: não.

Nós da Afinko Polímeros temos diversas técnicas de análise que podem determinar se houve ou não degradação. Uma delas é a a análise de FTIR: espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier. Dependo do tipo de degradação, são formados subgrupamentos químicos que são oriundos desta, e dessa forma pode-se dizer se houve ou não degradação. Entretanto, não é possível saber quantitativamente o quanto degradou.

Outros ensaios são de Envelhecimento Térmico em Estufa e Espectroscopia na Região do Ultravioleta-visível. O primeiro consiste em expor amostras em uma estufa com temperatura controlada e com circulação de ar forçada para avaliar possíveis alterações das propriedades físicas e químicas de acordo com o tempo de envelhecimento. Já o segundo permite a caracterização de grupos funcionais orgânicos, identificação de íons metálicos em solução bem como a quantificação de diversos componentes orgânicos e inorgânicos. Dessa forma, assim como o FTIR, a partir dos subgrupamentos químicos é possível determinar se houve ou não a degradação.

Esses são alguns exemplos, porém existem outros que podemos fazer.

Tem interesse em realizar alguma análise? Acesse nosso site e solicite um orçamento: https://afinkopolimeros.com.br/servicos/

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Canudos plásticos: possíveis impactos e alternativas

A cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira cidade brasileira a proibir o uso dos canudos plásticos.

Os canudos plásticos

Feitos normalmente de polipropileno ou poliestireno, os canudos não são biodegradáveis e levam em torno de 200 anos para se decompor.

O primeiro registro do uso de canudos são de 3000 a.C.. Criados pelos sumérios, eram basicamente um tubo de ouro enfeitado com pedras preciosas, semelhante a bomba do chimarrão. Eram utilizados com o intuito de se evitar os subprodutos sólidos da fermentação da cerveja que ficam no fundo do copo.

Depois, em 1800, surgiu o canudo de centeio ou de palha, que rapidamente se tornou popular. Entretanto, apesar de ser macio e barato, se desfazia facilmente em contato com a água, além de dar sabor de centeio às bebidas. Em 1888 surge o canudo de papel, que caiu em desuso depois do surgimento do canudo de plástico.

Outro ponto relevante é que os canudos são, geralmente, utilizados por pouquíssimo tempo. Em torno de 5 a 10 minutos para tomarmos suco, vitaminas e etc.

A guerra contra os canudos

Além dos fatos acima apresentados, muito pouco do plástico que utilizamos no nosso dia a dia é reciclado. Grande parte dos plásticos utilizados é destinado a aterros sanitários e destes muitos são desviados no meio do caminho. Esse desvio tem geralmente como destino os corpos hídricos (leitos ou bacias) e oceanos.

Canudos no lixo

Figura: Canudos no lixo. Fonte: ANDA.

De todo o lixo produzido no mundo, 4% são de canudos plásticos.  Além da poluição, o polipropileno e o poliestireno, ao se desintegrar, formam partes menores que acabam sendo ingeridos por animais marinhos. A ingestão dos plásticos causa a morte destes animais.

Visto esse cenário, o descarte correto, a coleta seletiva e a reciclagem se tornam ainda mais importantes. No Brasil, conforme dados da ABIPLAST, a reciclagem de plástico corresponde a 13,5% de todos os materiais descartados. Dessa forma, é nítido que a reciclagem de materiais plásticos tem grande potencial para crescimento.

E o que fazer agora?

Existem algumas alternativas ao canudo. Dentre elas existem os canudos de metal, como as bombas de chimarrão, e os canudos de papel. Já na Espanha, existe um canudo comestível. Ele é feito de açúcar, gelatina bovina e amido de milho. Além dessas, a redução do uso é indicada.

Entretanto, a melhor solução é a reciclagem. Esta, como explicado neste texto do nosso blog, é um processo de transformação de um resíduo sólido que não seria aproveitado. O canudo, apesar de seu contato com fluidos corporais, pode ser reciclado desde que o novo produto não seja utilizado para alimentos. Assim, o canudo reciclado pode ser utilizado para fazer pallets plásticos, peças industriais, cargas para cimento, dentre outras coisas.

A Afinko Polímeros, com nossa área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, pode desenvolver estratégias e projetos relacionados a reutilização e reciclagem de materiais. Tem interesse em saber mais sobre nossa área de PD&I? Acesse aqui para saber mais.

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A cadeia produtiva dos polímeros em números

Saiba como gira a cadeia produtiva dos plásticos em números.

Agora que você já sabe como o produto plástico nasce – se não sabe, confere aqui – nós vamos mostrar em números as quantidades e valores dessa produção.

Para resumir e facilitar o entendimento, a cadeia será dividida entre a matéria prima, que são as resinas, e os setores consumidores de polímeros.

O quanto é parte das resinas poliméricas?

As resinas mais utilizadas em 2017 foram: polipropileno (PP), polietileno de alta densidade (PEAD) e o policloreto de vinila (PVC). Em termos de porcentagem são 21,6%, 13,6% e 13,6% respectivamente. Essas resinas estão presentes em diversos produtos do nosso dia dia como embalagens, encanamentos, sacolas plásticas, etc.

Além dessas temos também o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL – 10,4%), o politereftalato de etileno (PET – 8,1%). Completando as 10 primeiras: Polietileno de baixa densidade (PEBD – 7,9%); plásticos reciclados (7,8%); plásticos de engenharia (6,6%); poliestireno (PS – 6,5%); Poliestireno expandido (EPS –  2,6%).

Dessas resinas tem-se que aproximadamente US$1,8 bilhões são provenientes de exportação de resinas termoplásticas. De importação, são US$1,6 bilhões. Para a produção de transformados de plástico nacional tem-se R$66,8 bilhões, sendo 5,8% (US$1,2 bilhão) para exportação.

Infográfico resinas de polímeros mais consumidas

Infográfico resinas mais consumidas – Fonte: Perfil 2017 ABIPLAST

 

Números dos setores consumidores de polímeros

O maior setor consumidor de plástico é o da construção civil com 25,2%, seguido dos alimentos com 18,6%. Artigos de comércio em atacado e varejo são 10%, seguidos se automóveis e autopeças com 7,7% e bebidas com 5,9%. Os dados ainda contam com produtos de metal (5,7%), Máquinas e equipamentos (5,7%), Móveis (4,6%), Perfumaria, higiene e limpeza (3,1%). Para finalizar a lista segue com: Papel, Celulose e impressão, agricultura, químicos, eletrônicos, têxteis e vestuários, farmacêutico e outros. Essa produção, em 2017, foi de 6,13 milhões de toneladas.

O consumo de transformados de plástico de todos os setores somados gira R$72,5 bilhões, sendo que 13,2% são de importação.

Além disso, estima-se que passam por reciclagem mecânica 550 toneladas por ano no Brasil, gerando em torno de 9820 empregos.

 

Gostou de conhecer um pouco mais do mercado de polímeros no Brasil?

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ABIPLAST – Perfil 2017

Como é a Cadeia produtiva do plástico do começo ao fim?

Ou do petróleo ou de fontes alternativas para o nosso dia a dia. A incrível cadeia de produção dos plásticos de forma simples.

O que é uma cadeia produtiva?

Cadeia produtiva é uma sucessão de operações, ao longo das quais os produtos dessas sofrem algum tipo de transformação, até a formação do produto final.

Essas operações são integradas, com diversas unidades interligadas, desde a extração e manuseio da matéria-prima até a distribuição do produto.

Alguns autores adotam um conceito mais amplo, como Hélder Agostinho, da Association Française de Normalisation (AFNOR). Ele considera a cadeia produtiva como um encadeamento de modificações da matéria-prima, com finalidade econômica, que inclui desde a exploração dessa matéria-prima, em seu meio ambiente natural, até o seu retorno à natureza, passando pelos circuitos produtivos, de consumo, de recuperação, tratamento e eliminação de efluentes e resíduos sólidos.

E para o plástico? Como é?

Pensando na capacidade de reutilização, reciclabilidade e remodelagem, o plástico tem clara sinergia com a economia circular. Assim, é possível dividir, junto com outros conceitos, essa cadeia em 6 partes. São elas: Refino, 1ª Geração, 2ª Geração, 3ª Geração, Mercado consumidor e 4ª Geração.

No refino é onde acontece o craqueamento e a extração dos insumos. Para a produção de plásticos, são utilizadas diversas matérias primas, tanto de fontes alternativas de insumos e do petróleo. Como fontes alternativas de insumos tem-se como exemplo: ácido lático, cana-de-açúcar, milho, batata, beterraba, amido e caseína. Do petróleo são extraídos a NAFTA e os aromáticos.

Estes produtos são transformados em monômeros que constituem a 1ª Geração da cadeia. Por exemplo, da batata, beterraba, milho e cana-de-açúcar, consegue-se produzir o etanol que dará origem ao etileno. A NAFTA gera o etileno, propileno e o butadieno. E os aromáticos: benzeno, ciclohexona, para-xileno, tolueno e bisfenol-A.

Cadeira Produtiva Simplificada. Fonte: Perfil ABIPLAST 2017

Figura: Cadeira Produtiva Simplificada. Fonte: Perfil ABIPLAST 2017

Os monômeros por sua vez, através de bombas e reatores, realizam a síntese dos polímeros, que constituem a 2º Geração. Eles geram as resinas commodities como o polietileno (PE), o polipropileno (PP), o poliestireno (PS), o policloreto de vinila (PVC) e o politereftalato de etileno (PET). Algumas das fontes alternativas de insumos geram polímeros também, que são as resinas biodegradáveis. Nestas estão o polihidroxibutirato (PHB), poliácido lático (PLA), polihidroxibutirato (PVH) e outros. Ainda, produz-se os conhecidos plásticos de engenharia como as poliamidas (PA), policarbonato (PC), poliuretano (PU), o Acrilonitrilo-butadieno-estireno (ABS), entre outros.

Da indústria para o consumidor

A 3ª Geração irá transformar estes polímeros que estão em , em pellet ou até em solução, nos produtos finais. Estes podem ser os ‘tradicionais’ e alguns mais ‘complexos’. Como tradicionais temos as embalagens, talheres, copos, recobrimento de fio e etc. Como mais complexos temos o kevlar do colete à prova de balas, o policarbonato do ‘vidro’ dos faróis automotivos, as borrachas, dentre outros.

Estes são os produtos que estão no mercado consumidor. Os setores que mais consomem artigos plásticos são construção civil (25,2%), alimentos (18,6%) e artigos de comércio em atacado e varejo (10%).

Por fim, a 4ª Geração parte do consumidor final, onde há a separação entre recicláveis e rejeitos. Os recicláveis serão retrabalhados e voltarão para o mercado consumidor. E os rejeitos deverão ter disposição final ambientalmente adequada.

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