ISO 9001… uma decisão estratégica e importante

A norma ISO 9001 foi atualizada em 2015. Confira aqui a sua importância o que foi atualizado.

“A adoção de um sistema de gestão da qualidade é uma decisão estratégica para uma organização que pode ajudar a melhorar seu desempenho global e a prover uma base sólida para iniciativas de desenvolvimento sustentável.” (Norma ABNT NBR ISO 9001:2015).

Uma decisão estratégica

É dessa forma que a versão 2015 da norma ISO 9001 inicia sua introdução. Durante muito tempo e para algumas empresas, a implantação de um sistema de gestão da qualidade parecia algo complexo e dissociado do dia a dia da organização, criando documentos e atividades para tornar a rotina um tanto pesada e burocrática. Mas não é isso que está representado nesse breve parágrafo da introdução. Seria mesmo uma decisão estratégica?

Sim, a implementação e manutenção de um sistema de gestão qualidade deve, ou deveria, ser uma decisão estratégica, tendo como foco os principais benefícios que o sistema pode trazer para a organização como: oferecer produtos e serviços que atendam as necessidades e superam as expectativas de seus clientes;  gerenciar os processos e suas interações de forma eficaz e eficiente; minimizar os riscos e criar oportunidades com o objetivo de aumentar, continuamente, a satisfação de seus clientes. Se o sistema de gestão da qualidade de uma empresa não estiver alinhado com tais benefícios, provavelmente existe uma falha de entendimento em relação aos requisitos da norma.

Ciclo PDCA - Exemplo de ferramenta para gestão de processos

Figura: Ciclo PDCA – Exemplo de ferramenta para gestão de processos

Muito mais do que compreender a norma

Além da compreensão da norma, outros fatores determinam o sucesso do sistema da qualidade. Dentre elas: a interação entre as áreas, o envolvimento de toda equipe e comprometimento dos líderes.

A ISO 9001:2015 está melhor estruturada para manter sua importância no mundo dos negócios e continuar oferecendo para as empresas orientação para desempenho de seus processos e  melhoria de seus resultados. E o período de transição está terminando! Setembro é o prazo final para atualização do sistema de gestão da qualidade de acordo com a nova versão da norma!

 

E você? Já atualizou o sistema de gestão da qualidade na sua empresa?

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Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS): Entenda agora!

Foi assinado o termo que regulamenta que a indústria recicle sua própria embalagem e diminua os resíduos.

A Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) é uma lei de número 12.305/10 que propõe a prática de hábitos de consumo sustentável. Ela procura organizar a forma como o lixo é tratado, exigindo dos setores públicos e privados transparência no gerenciamento de seus resíduos. Contém vários incentivos à reciclagem e à reutilização dos resíduos sólidos, bem como a destinação adequada dos dejetos.

Assim, no dia 23 de Maio de 2018, foi assinado este termo, determinando que as indústria fabricantes reaproveite sua embalagem, reciclando ou reaproveitando o material. O objetivo é a diminuição de resíduos em aterros. Consequentemente, isso gerará renda aos trabalhadores que separam material reciclável e para a própria indústria, que gastará menos matéria-prima. Para se ter uma ideia, tem-se como meta para os produtores de embalagens recolher 22% do material produzido.

– Entenda agora o porquê a reciclagem é tão importante: http://afinkopolimeros.com.br/importancia-da-reciclagem/

O projeto se concentra na região metropolitana da cidade de São Paulo, mas pode ser ampliado para todo o estado. As empresas e indústrias precisarão comprovar a compra do resíduo do material que elas produziram. “As empresas que não se adequarem e que não cumprirem as metas não terão sua licença de operação renovada. A ideia é condicionar e chamar às empesas a sua responsabilidade ambiental e social e garantir que nós diminuamos a quantidade de lixo produzido que a sociedade não suportar”, disse Geraldo Amaral Filho, diretor de controle e licenciamento ambiental da Cetesb.

Logística Reversa

Figura: Logística Reversa

Agora os resíduos são responsabilidade de todos

Anterior a esta lei, quando um consumidor descartava um produto em local inadequado, ninguém conseguia responsabilizá-lo. Entretanto, com a PNRS, essa responsabilidade será compartilhada entre todos que participam da cadeia deste produto. Faz parte desta cadeia a extração da matéria-prima, a produção, o consumo e o descarte final.

O setor privado deve viabilizar a logística reversa, especialmente de produtos tóxicos ao ambiente como agrotóxicos, pilhas e baterias pneus. Concomitantemente, a lei determina para outros produtos: embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, considerando o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. Assim, as empresas deverão se atentar ao destino que o usuário final deu ao seu produto e oferecer opções para reaproveitá-lo em sua cadeia produtiva ou descartar corretamente. Por sua vez, o consumidor deverá devolver estes produtos às empresas, no qual estas podem propor termos de compromisso com o poder público para viabilizar essas medidas.

Para mais informações sobre esta lei, acesse: http://www.mma.gov.br/política-de-resíduos-sólidos

 

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Sacolas Plásticas: Polêmica em todo o mundo

Na França o uso de sacolas plásticas está proibido desde 2017 no comércio varejista e no setor de frutas e verduras.

Mapa com países que proibiram sacolas plásticas

Legislação sobre sacolas plásticas em todo o mundo

O mapa mostra que a França não está sozinha. Vários países optaram pelo banimento ou pela taxação das sacolas plásticas. O Reino Unido, por exemplo, adota a taxa de 5 pence (R$0,25) por sacola plástica desde 2015. Somado a estes países, a Alemanha também passou a cobrar pelas sacolas plásticas em 2016.

Mas a França tem um plano ambiental ainda mais ousado: proibir o uso de pratos, copos e utensílios de plástico até 2020. Seus substitutos devão ser feitos de materiais de origem biológica e compostáveis. A corrida ambiental contra o “plástico” desperta uma discussão sobre como utilizamos os polímeros atualmente. Também levanta pauta sobre as perspectivas para um futuro de diminuição deste consumo.

No entanto, esta decisão na prática implica em uma série de dificuldades, nas quais a engenharia de materiais pode ter um papel decisivo. Diferentes rotas podem chegar a soluções para o problema do lixo plástico.

Uma solução está no uso de polímeros biodegradáveis. Estes são degradados pela natureza em tempos significativamente menores que os polímeros convencionais. Porém, estes polímeros sofrem por apresentar elevado custo de produção, com propriedades semelhantes aos polímeros convencionais. Seria esta a oportunidade de aumentar sua demanda para reduzir seus custos? Outra alternativa está no desenvolvimento de biocompósitos, que podem empregar diferentes matrizes e diferentes produtos e subprodutos da produção agrícola. Ainda há também a reciclagem, uma boa solução para a redução do descarte.

Os polímeros são realmente os grandes vilões?

Mas, e sobre as sacolas plásticas, os polímeros são realmente os grandes vilões? Aparentemente não. Alguns candidatos a substitutos óbvios também têm seus problemas. A produção de sacos de papel descartáveis utiliza quatro vezes mais energia na sua produção. Além disso gera 50 vezes mais poluição aquática e 70% a mais de poluição do ar. Sacolas duráveis de pano também possuem uma grande carga de dano ambiental, pelo massivo consumo de água, pesticidas e energia em sua produção.

As sacolas reutilizáveis de plástico, no entanto, apesar de sua origem fóssil podem ser uma boa alternativa. Estas, em cerca de três usos, se tornam mais amigáveis ao ambiente que sacolas descartáveis de polietileno. E ainda, podem ser produzidas a partir da reciclagem do PET (polietileno tereftalato), dando um novo destino a outro produto também conhecido como vilão ambiental: as garrafas.

 

No Brasil, apenas há cobrança na cidade de São Paulo. Em algumas outras cidades, há a proibição e obrigatoriedade de se oferecer alguma alternativa.

 

E você? Tem alguma posição sobre esta polêmica?
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