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O que são Polímeros?

A palavra polímero origina-se do grego poli (muitos) e mero (unidade de repetição).

Assim, um polímero é uma macromolécula composta por muitas (dezenas de milhares) de unidades de repetição denominadas meros, ligadas por ligação covalente. A matéria-prima para a produção de um polímero é o monômero, isto é, uma molécula com uma (mono) unidade de repetição. Dependendo do tipo do monômero (estrutura química), do número médio de meros por cadeia e do tipo de ligação covalente, poderemos dividir os polímeros em três grandes classes: Plásticos, Borrachas e Fibras.

Os polímeros podem ser divididos em muitas subclasses, pela utilização de critérios como origem, estrutura química, comportamento mecânico, etc. Por exemplo, podemos classificar os polímeros dividindo-os em naturais e sintéticos. Naturais ou biopolímeros, são aqueles sintetizados por organismos vivos, como lã, ceda, celulose, e até mesmo nosso DNA, que tem sua estrutura composta por dois polinucleotídeos dispostos no formato de dupla hélice que conhecemos.

Polímero - Estrutura do DNA: polinucleotídeos dispostos no formato de dupla hélice.

Figura1 – Estrutura do DNA: polinucleotídeos dispostos no formato de dupla hélice.

Já os sintéticos são aqueles sintetizados pelo homem a partir de matérias-primas obtidas da natureza. Geralmente são subdivididos em Termoplásticos, Termofixos, Elastômeros (borrachas) e Fibras. Tal subdivisão não é exclusividade dos polímeros sintéticos, sendo que os polímeros naturais também podem ser divididos nesses quatro grandes grupos. Os polímeros sintéticos podem ser encontrados numa ampla variedade de produtos. Entre os mais comuns estão o Polipropileno (cadeiras, mesas, embalagens, utensílios domésticos, para-choques e outras peças automotivas), Polietileno (embalagens e frascos, bombonas, caixas d’água, tubos, etc), e PVC (tubos e outras peças para construção civil, brinquedos, embalagens, etc). Além destes, podemos mencionar as Poliamidas, que possuem importante papel no segmento têxtil e de peças técnicas, em especial para o setor automotivo, o PET, muito utilizado em frascos e embalagens e o Teflon, utilizado como revestimento de panelas antiaderentes. Também podemos citar os polímeros de alto desempenho como as Poliaramidas, utilizadas em coletes a prova de balas, Polisulfonas, em aplicações que requeiram boas propriedades em temperaturas elevadas, e o PEEK, utilizado em próteses ortopédicas.

É quase impossível imaginar alguma atividade realizada em nosso planeta que não envolva o uso de polímeros comerciais. Nossas roupas, embalagens, artefatos esportivos, utensílios domésticos, móveis, meios de transporte (bicicletas, automóveis, ônibus, trens, aviões, etc), próteses ortopédicas, medicamentos, dispositivos médicos, máquinas agrícolas, instrumentos musicais, aparelhos eletrônicos (computadores, celulares, máquinas fotográficas), e vários outros exemplos, são constituídos por polímeros.

Por exemplo, de acordo com relatório do American Chemistry Council, hoje os polímeros e seus compósitos representam 50% do volume de um veículo leve, porém apenas 10% de seu peso. Isso ajuda a tornar os carros mais leves e mais energeticamente eficientes, resultando em menores emissões de gases do efeito estufa. Além disso, os polímeros de alto desempenho permitem melhorar a segurança dos passageiros e uma maior versatilidade para a criação de novos designs. Por fim, muitos polímeros são recicláveis, causando menos impactos ambientais uma vez que retornam à cadeia produtiva.

Dessa forma, a tendência é que, no futuro, produtos fabricados a partir de polímeros estejam ainda mais presentes no cotidiano dos seres humanos. Ademais, as novas tecnologias de materiais e de processos, como por exemplo, polímeros biodegradáveis, reciclagem e impressão 3D, permitirão a fabricação de peças cada vez mais leves, de elevado desempenho e que não prejudiquem o meio-ambiente.

Leitura Recomendada:
“Ciência dos Polímeros – Um Texto Básico Para Tecnólogos e Engenheiros.” Autor: Sebastião Vicente Canevarolo Júnior.