O que são biocompósitos?

Biocompósitos são materiais constituídos por fases de origem natural, e, portanto, o seu desenvolvimento é primordial na redução dos impactos ambientais causados pelo intenso consumo de materiais sintéticos obtidos a partir de fontes fósseis, além de diminuir o acúmulo de resíduos naturais permitindo valorizar de forma sustentável a cadeia de produção agrícola e também na intenção de se reduzir custos de produção dos materiais plásticos.

As fibras naturais se dividem em fibras de origem animal, origem vegetal e origem mineral. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de grãos e outros produtos vegetais, gerando uma grande quantidade de resíduos provenientes da colheita ou de seu beneficiamento. As fibras vegetais com grande potencial de modificar os polímeros termoplásticos são: fibras de sisal, coco, juta, curauá, bagaço da cana de açúcar, soja, casca de arroz, madeira, etc.

É importante destacar que as fibras e cargas de origem vegetal não possuem regularidade e padronização em sua qualidade, podendo promover diferentes níveis de modificação no polímero. O processamento desses biocompósitos é complexo devido à natureza higroscópica e hidrofílica das fibras naturais vegetais (lignocelulósicas), uma vez que a absorção de água causa vapores durante o processamento, promovendo porosidade (diminuição de propriedade mecânica), agravamento na degradação térmica do material celulósico e liberação de voláteis.

As principais vantagens das fibras ou cargas naturais nos biocompósitos são: disponibilidade ilimitada por serem provenientes de fontes renováveis; são menos abrasivas do que as fibras de vidro, gerando menor desgaste dos equipamentos; são menos agressivas ao meio ambiente; biocompósitos podem apresentar (dependendo do caso) aumento no módulo de elasticidade/rigidez; aumento na resistência mecânica (tração, flexão, compressão); aumento na temperatura de deflexão térmica (HDT), entre outras.